THAMIRIS FILOSOFIA
PROF. THAMIRIS - FILOSOFIA - 3ºTBB
ATIVIDADE DE FILOSOFIA 3ºTBB
Professora Thamiris.
Em caso de dúvida, mande um
e-mail para thamieobana@hotmail.com.
Atitude
Filosófica.
“Nossa
vida cotidiana é um tecido de opiniões de crenças que recebemos de nossa
família, da escola, no trabalho, no lazer, dos meios de comunicação. Raramente
procuramos comprovar a veracidade ou correção dessas crenças e opiniões: nós as
aceitamos como naturais, válidas e em toda parte e para toda gente. Vivemos no
senso comum de nossa sociedade. (...)
Experiências
em que nossas opiniões começam a se contradizer-se umas às outras, nossas
crenças parecem tonar-se incompatíveis e já não sabemos muito bem o que pensar,
o que fazer, o que sentir. “Será que as coisas são assim como eu pensava?”,
perguntamos a nós mesmos e aos mais próximos. Entramos em crise! Podemos
ficar mergulhados nela ou podemos buscar meios para enfrentá-la: começamos a
querer entender nossos pensamentos e sentimentos, nossas ações, as pessoas com
quem vivemos, as informações que recebemos e o mundo que nos rodeia. Alguma
coisa desperta em nós e se agita. Chama-se desejo de saber.”
Marilena
Chauí. Boas vindas a Filosofia. Editora WMF Martins. pp. 13 e 15.
Resumidamente, nossa vida cotidiana, o ambiente onde vivemos
e aprendemos a viver é responsável por grande parte das nossas opiniões como
pessoa que vive em sociedade. Como o ser humano é um ser adaptável, ele se
adapta as condições que vive, sendo condicionado a viver experiencias que
modifiquem essas opiniões previamente instauradas, podem gerar um conflito.
Esse conflito nada mais é do que a crise, começamos a
perguntar mais sobre as coisas que nos rodeiam e essa é a essência da
Filosofia, por meio de questionamentos, somos levados ao desejo de saber. É por
meio dele há a busca da mudança de pensamento.
-Como
você acha que a crise, ou seja, o ato de se questionar sobre algo, qualquer
coisa, pode estar presente na vida cotidiana?
Em
caso de dúvida, mande um e-mail para thamieobana@hotmail.com.
· Atividade
2: Seria a Filosofia inútil?
Inútil? Útil?
“O
primeiro ensinamento filosófico é perguntar: O que é o útil? Para que e para quem
algo é útil? O que é o inútil? Por que e para quem algo é inútil? O senso comum
de nossa sociedade considera útil o que dá prestígio, poder, fama e riqueza.
Julga o útil pelos resultados visíveis das coisas e das ações, identificando
utilidade e a famosa expressão “levar vantagem em tudo”. Desse ponto de vista,
a Filosofia é inteiramente inútil e defende o direito de ser inútil.
Não
poderíamos, porém, definir o útil de outra maneira? Platão definia a Filosofia
como um saber verdadeiro que deve ser usado em benefício dos seres humanos. Descartes
dizia que a Filosofia é o estudo da sabedoria, conhecimento perfeito de
todas as coisas que
os humanos podem alcançar para o uso da vida, a conservação da saúde e a
invenção das técnicas e das artes. Kant afirmou que a Filosofia é o
conhecimento que a razão adquire de si mesma para saber o que pode conhecer e o
que pode fazer, tendo como finalidade a felicidade humana. Marx declarou que a
Filosofia havia passado muito tempo apenas contemplando
o mundo e que se
tratava, agora, de conhecê-lo para transformá-lo, transformação que traria
justiça, abundância e felicidade para todos.
Merleau-Ponty
escreveu que a Filosofia é um despertar para ver e mudar nosso mundo. Espinosa
afirmou que a Filosofia é um caminho árduo e difícil, mas que pode ser percorrido
por todos, se desejarem a liberdade e a felicidade. Qual seria, então, a
utilidade da Filosofia?
Se
abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum for útil; se não se deixar
guiar pela submissão às ideias dominantes e aos poderes estabelecidos for útil;
se buscar compreender a significação do mundo, da cultura, da história for útil;
se conhecer o sentido das criações humanas nas artes, nas ciências e na política
for útil; se dar a cada um de nós e à nossa sociedade os meios para serem conscientes
de si e de suas ações numa prática que deseja a liberdade e a felicidade para
todos for útil, então podemos dizer que a Filosofia é o mais útil de todos os
saberes de que os seres humanos são capazes.”
CHAUÍ, Marilena. Convite a
Filosofia. Editora Ática. 2000. pp.16.
Nesse trecho, podemos observar que a Filosofia tem um valor
de inutilidade diferente do qual nós estamos habituados a observar. Inútil, na
nossa concepção geral, seria algo que não tem uma aplicação ou objetivo geral
para alcançar um objeto físico(uma coisa que podemos tocar ou é útil para
atividades práticas), ao contrário, a Filosofia não dá coisas físicas, e sim observações
e opiniões que não são tangíveis(não podemos tocar). Ela é inútil pelo fato de
não oferecer nada material, mas ela também nos oferece algo, o conhecimento de
coisas que não podemos tocar, como por exemplo, o que seria
liberdade/felicidade/tristeza/como viver bem/religião/política/arte.
O
valor da filosofia não é prático e sim interior, nos remete a coisas que
formaram nossa opinião e vivência de vida.
-Pense
um pouco e escreva sobre um momento onde você observou uma mudança na sua
maneira de observar e pensar sobre o mundo que te rodeia e vivemos.
Em
caso de dúvida, mande um e-mail para thamieobana@hotmail.com.
·
O mito da caverna de Platão:
Imaginemos
uma caverna subterrânea onde, desde a infância, geração após geração, seres
humanos estão aprisionados. Suas pernas e seus pescoços estão algemados de tal
modo que são forçados a permanecer sempre no mesmo lugar e a olhar apenas para
frente, não podendo girar a cabeça nem para trás nem para os
lados. A entrada da
caverna permite que alguma luz exterior ali penetre, de modo que se possa, na
semiobscuridade, enxergar o que se passa no interior.
A
luz que ali entra provém de uma imensa e alta fogueira externa. Entre ela e os prisioneiros
- no exterior, portanto - há um caminho ascendente ao longo do qual foi erguida
uma mureta, como se fosse a parte fronteira de um palco de marionetes. Ao longo
dessa mureta-palco, homens transportam estatuetas de todo tipo, com figuras de
seres humanos, animais e todas as coisas.
Por
causa da luz da fogueira e da posição ocupada por ela, os prisioneiros enxergam
na parede do fundo da caverna as sombras das estatuetas transportadas, mas sem
poderem ver as próprias estatuetas, nem os homens que as transportam.
Como
jamais viram outra coisa, os prisioneiros imaginam que as sombras vistas são as
próprias coisas. Ou seja, não podem saber que são sombras, nem podem saber que
são imagens (estatuetas de coisas), nem que há outros seres humanos reais fora
da caverna. Também não podem saber que enxergam porque há a fogueira e a luz no
exterior e imaginam que toda luminosidade possível é a que reina na caverna.
Que aconteceria,
indaga Platão, se alguém libertasse os prisioneiros? Que faria um prisioneiro
libertado? Em primeiro lugar, olharia toda a caverna, veria os outros seres
humanos, a mureta, as estatuetas e a fogueira. Embora dolorido pelos anos de
imobilidade, começaria a caminhar, dirigindo-se à entrada da caverna e, deparando
com o caminho ascendente, nele adentraria.
Num
primeiro momento, ficaria completamente cego, pois a fogueira na verdade é a
luz do sol e ele ficaria inteiramente ofuscado por ela. Depois, acostumando-se com
a claridade, veria os homens que transportam as estatuetas e, prosseguindo
no caminho,
enxergaria as próprias coisas, descobrindo que, durante toda sua vida, não vira
senão sombras de imagens (as sombras das estatuetas projetadas no fundo da
caverna) e que somente agora está contemplando a própria realidade.
Libertado
e conhecedor do mundo, o prisioneiro regressaria à caverna, ficaria desnorteado
pela escuridão, contaria aos outros o que viu e tentaria libertá-los. Que lhe
aconteceria nesse retorno? Os demais prisioneiros zombariam dele, não acreditariam
em suas palavras e, se não conseguissem silenciá-lo com suas caçoadas,
tentariam fazê-lo espancando-o e, se mesmo assim, ele teimasse em afirmar o que
viu e os convidasse a sair da caverna, certamente acabariam por matá-lo. Mas,
quem sabe, alguns poderiam ouvi-lo e, contra a vontade dos demais, também
decidissem sair da caverna rumo à realidade.”
CHAUI, Marilena.
Convite á Filosofia Editora Ática. 2000. pp.46-47.
O Mito da Caverna foi escrito por
Platão, pensando em demonstrar como o primeiro homem, no princípio dos tempos,
resolveu mudar sua maneira de pensar e assim “sair da caverna”. O Mito da
Caverna é muito utilizado para demonstrar a maneira que acontece o processo do
ser humano até a filosofia.
Primeiramente,
todos estamos na “escuridão”, onde ainda não foi despertado dentro de nós, a
curiosidade e nem a atitude filosófica. Aqui, as pessoas não têm noção direito
sobre como as coisas se observam, não há questionamento sobre nada, tudo é
aceito. Platão se pergunta como seria, se um dia, alguém começasse a se
questionar sobre o mundo onde vive, por que as coisas ocorrem da maneira que
devem ocorrer. O homem com atitude filosófica, possui dois caminhos, a grande
maioria irá rir dele, mas uma pequena parte, levar seus ensinamentos para
frente.
-Escreva
um texto com a sua opinião á respeito do Mito da Caverna.
Comentários
Postar um comentário