TERESINHA PORTUGUES

 PROF. TERESINHA - PORTUGUES - 1ºTAA



Atividade para 1TAA - Disciplina: Português

Professora: Teresinha Roberto Pinto Santos

 

Crônica de Fabricio Carpinejar

Preito aos meus amigos

O amigo é aquele que tem todos os motivos para desistir de você e não desiste. Você fez por merecer a separação. Exagerou. Afastou o abraço, gritou que ele não o compreende. Mas o amigo entende até na incompreensão. Aguarda entender.

Eu preciso de um amigo que não me renuncie quando já desisti. Que me lembre de não desistir.

Que seja insistente como o esquecimento dos velhos. Que desperte o meu humor no desespero, que se desespere com a ausência de notícias.

Um amigo que não numere as páginas do livro. Toda página pode ser a mesma. Um amigo que sopre meu rosto perto de sua boca, como uma gaita de mão. Um amigo capaz de esconder seu amor para proteger a amizade e de me aconselhar a seguir o que ele tinha vontade.

Um amigo que desconheça minha infância para repeti-­la, que conheça minhas dores para não tocá­-las, que assobie minha alegria para alardeá-­la. Que não me torture com os meus defeitos. Que me perdoe por não ser como ele. Aliás, que me agradeça por não ser igual a ele.

Um amigo que não use meus segredos para ganhar outros amigos. Um amigo que abra o vidro do carro para apanhar o resto do céu. Que cante alto no volante no momento em que ansiava pelo silêncio e me obrigue a dispensar a timidez para desafinar junto. Na estrada, o vento também canta de olhos fechados.

Um amigo com cheiro de cortina. Isso: cheiro de cortina, com a experiência de enrolar várias e várias vezes o corpo na cortina. E que tenha recebido beijos dos pais com o tecido arregalado no rosto. Quem se escondeu na cortina deu giros dentro de si e de seus problemas e aprendeu a regressar.

O amigo do primeiro desejo, não do último. O amigo que não me espera no recreio, o amigo que me espera no final da aula. O amigo que é a haste do mar, que não fica de pé no barco, para não desequilibrá-­lo.

Não quero um amigo que fuja na primeira ofensa, que se isole ofendido num canto, amarrado no orgulho, condicionado às palavras. Um amigo que não fale por mim, que fale através de mim. Não quero um amigo que me ofenda porque não atendi suas expectativas.

Amigo não tem expectativa, tem esperança. O amigo vai procurá-­lo não sendo necessário. Vai aumentá-­lo enquanto está diminuído e vai diminuí-­lo para preveni­-lo da ambição.

O amigo é do contra ao seu lado. O amigo dirá as verdades por respeito, não se eximirá de opinar, tudo com zelo e contenção. Não abandonará a corda da pandorga ainda que ela sirva de fio telefônico para chuva.

Tive amigos que se fecharam, desapareceram, que me trocaram por uma fofoca, que chegaram à porta e recuaram ao portão. Esses amigos não foram amigos, se é amigo só depois da amizade.

Depois de sofrer com a amizade. O amigo é como um irmão, que se briga feio, se discute aos pontapés e palavrões e volta a se falar. Volta a se falar porque é irmão.

O amigo sempre volta. Pensando bem, não volta, nunca saiu do lugar. Ele é a rua que atravesso para chegar em casa.

Fabrício Carpinejar

 

Após a leitura, leia as perguntas e responda com uma ou duas frases.

1)    Qual é a intencionalidade desse texto, com que objetivo, ele foi escrito?

2)    Que sentido tem a palavra “preito” no título? Você considera adequada essa linguagem?

3)    Qual o tema central do texto? Você o considera um tema atual?

4)    Há uma palavra no texto que reflete uma expressão bem regional,     (do RS) ao tratar de um objeto. É o chamado regionalismo linguístico. Que palavra é esta?

                                  

5)      Qual é a frase do texto que melhor traduz a ideia presente nesse provérbio?

“O amor é cego, a amizade fecha os olhos”.


Sequência de Atividade

 

 

Competência Socioemocional: ABERTURA AO NOVO                                                                                                                                                                                  (Curiosidade para aprender, Imaginação critica, Interesse artístico).

 

Habilidade Estruturante: Identificar em textos de diferentes gêneros, as marcas linguísticas que singularizam as variedades linguísticas sociais, regionais e de registro;

 

 Relacionar as variedades linguísticas a situações específicas de uso social;

 

 Habilidades Suporte:

Identificar as diferentes linguagens e seus recursos

expressivos como elementos de caracterização dos

sistemas de comunicação.

 

 

Orientações:

1) Leia os primeiros textos e procure recuperar o conhecimento que você tem a respeito de provérbios e ditos populares. Expressões que costumam atravessar gerações transmitindo um saber, uma cultura acumulada.

 

2) Depois leia as perguntas, releia o texto  e reflita acerca do que conhece sobre o assunto.

 

 

 

 

                        Material de Apoio

 

            Provérbios e ditos populares.

 

 Provérbio, máxima, dito, adágio, aforismo: frase curta, geralmente de origem popular frequentemente com ritmo e rima, rica em imagens, que sintetiza um conceito a respeito da realidade ou uma regra social ou moral.

Exemplos:                                                  

"Deus ajuda a quem cedo madruga."

"Quem tudo quer tudo perde."

"Devagar se vai ao longe.”

"Amor com amor se paga."

                           

Leia as perguntas e depois assinale a alternativa que considere correta:

 

                                Atividade:

 

1)    Os provérbios constituem um produto da sabedoria popular e, em geral, pretendem transmitir um ensinamento.

 A alternativa em que os dois provérbios remetem a ensinamentos semelhantes é:

 

a) “Quem diz o que quer, ouve o que não quer” e “Quem ama o feio, bonito lhe parece”.

b) “Devagar se vai ao longe” e “De grão em grão, a galinha enche o papo”.

c) “Mais vale um pássaro na mão do que dois voando” e “Não se deve atirar pérolas aos porcos”.

d) “Quem casa quer casa” e “Santo de casa não faz milagre”.

e) “Quem com ferro fere, com ferro será ferido” e “Casa de ferreiro, espeto de pau”.

 

 

 

2)    Provérbio é uma máxima ou sentença de caráter prático e popular que transmite, de forma sucinta, um ensinamento.

Assinale a alternativa em que os dois provérbios apresentam ensinamentos semelhantes:

 

a) Nem tudo que reluz é ouro. / Quem vê cara não vê coração.

b) Quem ri por último ri melhor. / Quem tem pressa come cru.

c) Quem tem boca vai a Roma. / Em boca fechada não entra mosca.

 d) Não se cutuca onça com vara curta. / Antes de matar a onça, não se vende o couro.                                                                                                       e) Leite de vaca não mata bezerro / Não se cospe no prato em que se come.



                  Provérbios e ditos populares.


Provérbio, máxima, dito, adágio, aforismo: frase curta, geralmente de origem popular frequentemente com ritmo e rima, rica em imagens, que sintetiza um conceito a respeito da realidade ou uma regra social ou moral.

Exemplos:                                                  

"Deus ajuda a quem cedo madruga."

"Quem tudo quer tudo perde."

"Devagar se vai ao longe.”

"Amor com amor se paga."

                           

Leia as perguntas e depois assinale a alternativa que considere correta:

 

                                Atividade:

 

1)    Os provérbios constituem um produto da sabedoria popular e, em geral, pretendem transmitir um ensinamento.

 A alternativa em que os dois provérbios remetem a ensinamentos semelhantes é:

 

a) “Quem diz o que quer, ouve o que não quer” e “Quem ama o feio, bonito lhe parece”.

b) “Devagar se vai ao longe” e “De grão em grão, a galinha enche o papo”.

c) “Mais vale um pássaro na mão do que dois voando” e “Não se deve atirar pérolas aos porcos”.

d) “Quem casa quer casa” e “Santo de casa não faz milagre”.

e) “Quem com ferro fere, com ferro será ferido” e “Casa de ferreiro, espeto de pau”.

 

 

 

2)    Provérbio é uma máxima ou sentença de caráter prático e popular que transmite, de forma sucinta, um ensinamento.

Assinale

 

a alternativa em que os dois provérbios apresentam ensinamentos semelhantes.

 

a) Nem tudo que reluz é ouro. / Quem vê cara não vê coração.

b) Quem ri por último ri melhor. / Quem tem pressa come cru.

c) Quem tem boca vai a Roma. / Em boca fechada não entra mosca.

 d) Não se cutuca onça com vara curta. / Antes de matar a onça, não se vende o couro.                                                                                                       e) Leite de vaca não mata bezerro / Não se cospe no prato em que se come.

 

                        


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teresinha.robertopinto@gmail.com

 

 


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