AILTON GEOGRAFIA ATV 4

 PROF. AILTON - GEOGRAFIA - 1ºTAA, 1ºTBB, 2ºTAA, 2ºTBB, 3ºTAA e 3ºTBB



ATIVIDADE PROPOSTA PARA AS SEGUINTES TURMAS DA EJA:

EJA - 1ºs Termos A e B

Atividade 2 do 2º Bimestre

O aluno deverá ler o texto abaixo e responder as questões propostas (copiar o enunciado das perguntas). Após, o aluno deverá fotografar o questionário respondido e encaminhar o arquivo, via e-mail, manuscrito ou digitado (fica a critério do aluno) para o seguinte e-mail: ailtonsv@uol.com.br

Caso o aluno tenha dúvidas quanto ao trabalho, peço que entre em contato comigo através deste e-mail.

 

A POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA

            A poluição atmosférica está relacionada ao tipo de energia  utilizada pela sociedade humana nos últimos 200 anos. Desde o momento em que a indústria transformou-se na principal atividade econômica, o carvão mineral e o petróleo tornaram-se as principais fontes poluentes. A cada ano verifica-se um aumento da quantidade de gases lançados na atmosfera. Entre os compostos mais nocivos, destacam-se os de enxofre, de nitrogênio e os formados por hidrocarbonetos. Embora as consequências desse tipo de poluição alcancem dimensões globais, é nas grandes cidades que são percebidos seus efeitos mais nocivos.

 

MICROCLIMA URBANO

            A interferência humana no ambiente tem provocado alterações climáticas em grandes áreas construídas. É o que ocorre nos grandes centros urbanos, nos quais essa interferência resultou na formação de um microclima urbano, que difere do tipo climático predominante da região em que estão localizados.

            Essa alteração climática resulta de diversos fatores, como, por exemplo, o da poluição atmosférica causada pela grande circulação de veículos e por alguns equipamentos domésticos e industriais. Nas regiões centrais dessas cidades, as temperaturas tendem a aumentar por diversas razões: redução drástica das áreas verdes; impermeabilização do solo pela pavimentação de ruas e pelas edificações (essa pavimentação absorve de 98 a 99% da radiação solar que atinge a superfície); verticalização das construções (o que dificulta a circulação do ar).

            A soma desses fatores provoca a elevação da temperatura e da evaporação, aumentando, assim, a incidência de chuvas, que, em muitos casos, precipitam-se sob a forma de pancadas (tempestades), pois aumenta também a concentração de material particulado na atmosfera.

 

POLUIÇÃO DO AR E EFEITO ESTUFA LOCAL

            A poluição do ar nas grandes cidades é causada principalmente pelo lançamento de gases tóxicos e de matérias particuladas na atmosfera. Os gases lançados pelos veículos são os principais poluentes das áreas urbanas. Destacam-se, também, as emissões advindas das atividades industriais e das usinas termelétricas. Algumas cidades estabeleceram normas para reduzir a quantidade de veículos em circulação, como, por exemplo, o sistema de rodízio de veículos. Dependendo do final da placa, uma parte da frota de veículos não circula em determinado dia. Em outros casos, o acesso às áreas centrais da cidade é permitido mediante o pagamento de taxas (pedágios), como ocorre em Londres, no Reino Unido. Porém a eficácia dessas medidas é reduzida. Não se deve encarar o rodízio ou a restrição à circulação de veículos em áreas centrais como solução para a poluição atmosférica, mas apenas como algo que minimiza o problema.

            O problema da poluição do ar agrava em cidades situadas em “bacia” (terreno mais baixo que o circundante), pois essa localização é desfavorável à dispersão de poluentes. Além disso, o ar quente em ascensão é bloqueado por uma camada mais alta de ar frio, que aprisiona a poluição. É o que acontece em cidades como a do México e de Grenoble, na França.

 

Automóvel e poluição

            A solução para o problema da poluição atmosférica depende de medidas que levem a diminuição do número de automóveis em circulação, dando-se prioridade, nos investimentos públicos, ao transporte coletivo. Depende também da redução de emissão de poluentes, a partir da aplicação de equipamentos antipoluição (conversores catalíticos nos escapamentos) ou da utilização de combustíveis que poluem menos (gás natural, álcool).

            Atualmente, cerca de 500 milhões de veículos circulam pelo mundo, dos quais 80% são de propriedade particular. Na maior parte das vezes, esses veículos levam apenas um ocupante. Com isso, além de contribuir para piorar a qualidade do ar, o trânsito das grandes cidades torna-se caótico, sendo comuns enormes congestionamentos.  

 

Questões – Responder as questões abaixo e enviar via e-mail. O enunciado da questão também deverá ser anotado.

1.    Quais as principais fontes poluentes e quais os compostos mais nocivos?

2.    Quais fatores contribuem para o microclima urbano?

3.    Explique por que as temperaturas tendem a aumentar nas áreas centrais das grandes cidades.

4.    Quais as causas da poluição do ar nas grandes cidades?

5.    Explique por que a poluição do ar é mais grave em cidades situadas em “Bacia”.

6.    Explique a relação entre os automóveis e a poluição atmosférica.

     


     ATIVIDADE PROPOSTA PARA AS SEGUINTES TURMAS DA EJA:

EJA - 2ºs Termos A e B

Atividade 2 do 2º Bimestre

O aluno deverá ler o texto abaixo e responder as questões propostas (copiar o enunciado das perguntas). Após, o aluno deverá fotografar o questionário respondido e encaminhar o arquivo, via e-mail, manuscrito ou digitado (fica a critério do aluno) para o seguinte e-mail: ailtonsv@uol.com.br

Caso o aluno tenha dúvidas quanto ao trabalho, peço que entre em contato comigo através deste e-mail.

 

O MERCADO DE TRABALHO

Bibliografia: Magnoli, Demétrio. Geografia para o ensino médio: Brasil, Estado e espaço geográfico, volume 2 – 2. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2013. pp. 174-176

 

         Segundo os critérios estatísticos brasileiros, a população economicamente ativa (PEA) abrange  todas as pessoas com dez anos de idade ou mais que participam do mercado de compra e venda de força de trabalho. Os trabalhadores temporariamente  desempregados, que procuram colocações, participam da PEA.

            Esse panorama atravessa rápidas transformações, pois as mudanças na dinâmica demográfica estão reduzindo o contingente etário de menos de dez anos. Nos próximos anos, a massa de jovens ingressantes no mercado de trabalho superará largamente o número de nascimentos.

            A distribuição da PEA pelos setores da economia conheceu transformações drásticas ao longo do processo de urbanização do país. Em 1940, mais de dois terços da força de trabalho eram absorvidos pelo setor primário. A redução brutal da parte da PEA empregada na agropecuária alimentou o crescimento dos setores econômicos urbanos. A parcela da força de trabalho absorvida pelo setor secundário apresentou crescimento significativo até 1980, mas entrou em declínio depois disso. Na década de 1970, o setor terciário passou a ocupar posição dominante no emprego da mão de obra. Atualmente, a parcela da PEA engajada no comércio e nos serviços supera com folga a soma dos trabalhadores da indústria e da agropecuária.

            A diminuição relativa da força de trabalho empregada na agropecuária processou-se vigorosamente, liberando trabalhadores para a economia urbana e fornecendo um estoque de mão de obra barata, mas pouco qualificada, que foi integrada à construção civil, à indústria, ao comércio e aos serviços. O modelo econômico do país, apoiado na compressão dos salários e na maximização dos lucros, foi sustentado por essa massa de migrantes rurais gerada no setor primário.

            A absorção da PEA pelo setor secundário não acompanhou o ritmo econômico da industrialização, pois a produção de riquezas pela economia industrial cresceu mais velozmente que a geração de empregos. Nas últimas décadas, a modernização do parque industrial, associada ao impacto da globalização sobre a economia nacional, condicionou uma significativa redução relativa da população empregada no setor secundário.

            Por outro lado, o crescimento da produção de riquezas pelo setor terciário foi, durante décadas, menor que a expansão relativa da PEA engajada no comércio e nos serviços. A chamada hipertrofia do setor terciário é fenômeno típico do processo de modernização econômica e traduz a explosão das pequenas atividades comerciais e de serviços nas metrópoles e cidades médias.

 

A DESINDUSTRIALIZAÇÃO DAS METRÓPOLES

            A indústria de transformação jamais empregou a maior parte da população ativa nas grandes cidades brasileiras. Mas a expansão industrial pelo país e a concentração de fábricas nas principais cidades dinamizaram o mercado de trabalho urbano, oferecendo empregos com salários mais elevados que os vigentes, em média, no setor terciário.

            Contudo, a globalização e a revolução tecnocientífica reverteram a trajetória de expansão do emprego industrial nas grandes aglomerações urbanas. Desde a década de 1990, sob o impacto da abertura da economia brasileira, os investimentos industriais diversificaram suas opções de localização e antigas fábricas fecharam suas portas. Ao mesmo tempo, a incorporação de novas tecnologias à produção provocou a redução da oferta de empregos nas indústrias.

            O fenômeno da desindustrialização manifesta-se, de modos diferentes, em todas as grandes cidades de país. O ABCD paulista, onde organizou a maior aglomeração industrial da América Latina, ilustra nitidamente esse processo.

             Entre os impactos dessa redução histórica da absorção de mão de obra pela indústria, contam-se o enfraquecimento dos sindicatos operários, o aumento das taxas de subemprego e a expansão da economia informal nas grandes cidades. O número de empregados por conta própria nas principais metrópoles saltou de 2,1 milhões em 1983 para 3,8 milhões em 1999, estabilizando-se pouco acima desse patamar na década e 2000.

            As situações de emprego e desemprego não estão separadas por uma fronteira linear, mas por uma larga faixa constituída pelo subemprego. Em grande parte, os empregos precários correspondem ao domínio da economia informal.

 

ATIVIDADE AVALIATIVA

1. Quais as transformações sofridas pela indústria a partir da década de 1990?

2. Quais as consequências da diminuição da força de trabalho na agropecuária?

3. Quais os impactos provocados pela redução da mão-de-obra na indústria?

4. Faça uma comparação entre a distribuição da PEA em 1940 e 1970.

5. Explique o que é e que abrange a PEA.

6. Explique por que a absorção da PEA pelo setor secundário não acompanhou o ritmo econômico da industrialização.


ATIVIDADE PROPOSTA PARA AS SEGUINTES TURMAS DA EJA:

EJA - 3ºs Termos A e B

Atividade 2 do 2º Bimestre

 

O aluno deverá ler o texto abaixo e responder as questões propostas (copiar o enunciado das perguntas). Após, o aluno deverá fotografar o questionário respondido e encaminhar o arquivo, via e-mail, manuscrito ou digitado (fica a critério do aluno) para o seguinte e-mail: ailtonsv@uol.com.br

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ÁFRICA: SOCIEDADE EM TRANSFORMAÇÃO

Bibliografia: São Paulo – Governo do Estado. Material de apoio ao currículo do Estado de São Paulo – Geografia – ensino médio 3ª série – volume 2. 2014. pp. 41-48.

 

ANÁLISE DO IDH AFRICANO

            Apesar da persistência das condições de vida inaceitáveis em parte dos países africanos, durante os últimos anos alguns deles conseguiram deslocamentos e deixaram a condição de IDH baixo para atingir o médio.

            O alicerce dos Estados africanos foi constituído, quase sempre, pelo aparelho administrativo criado pela colonização europeia. No momento das independências, o poder político e militar transferiu-se das antigas metrópoles para as elites nativas urbanas, que instalaram regimes autoritários.

POPULAÇÃO E URBANIZAÇÃO

            O continente africano vive um movimento urbanizador intenso. Entre 2000 e 2007, a população urbana aumentou a uma taxa média de 4,2% ao ano. Em 1970, existiam apenas quatro cidades com mais de 1 milhão de habitantes na África; em 2010, já havia 33. O continente africano vem passando por um intenso processo de urbanização, e as áreas com maior densidade populacional correspondem também aos países que apresentam taxas mais elevadas de urbanização (60 a 80%), como África do Sul, Botsuana, Gabão, Marrocos, ou taxas de urbanização que estão entre 40 e 60%, como no caso do Egito, Sudão, Gana, Costa do Marfim, Angola, etc.

ECONOMIA AFRICANA

            As exportações africanas crescem em valor absoluto, mas com ritmo inferior ao mundial. No entanto, dados recentes, apresentados em perspectivas macroeconômicas da África 2013, revelam que o continente africano vem apresentando sinais de recuperação econômica. Segundo este documento, “a base do crescimento continua a ser relativamente ampla, impulsionada principalmente pela produção petrolífera e mineira, pela agricultura, serviços e pela procura interna, o que mitiga os efeitos adversos da turbulência global. Em muitos países, porém, o crescimento manteve-se muito moderado, fruto de um fraco desempenho das exportações e das tensões políticas e sociais. Em média, e excluindo as distorções causadas pela evolução volátil do PIB na Líbia, o crescimento econômico africano em 2012 registrou uma taxa de 4,2%, sendo previsível que acelere para os 4,5%, em 2013, atingindo 5,2%, em 2014. Esta projeção é elaborada com base numa melhoria gradual das condições econômicas globais”. Por outro lado, “estes dados significam que o crescimento africano continuará abaixo da média registrada nos três anos que antecederam a recessão global de 2009, de aproximadamente 6%. Mesmo assim, esta projeção é ligeiramente superior à estimativa de tendência de crescimento, 4,5%, mas permanece abaixo dos níveis considerados suficientes para a redução da pobreza (7%)”.

            Segundo dados da OMC (relatório 2009), a parte dos produtos manufaturados nas exportações da África Subsaariana continua pouco expressiva, na ordem de 25%, constituída por um conjunto parco de produtos e número restrito de países. Entre os produtos manufaturados exportados por essa região encontram-se os pouco transformados (pedras preciosas, ferro, alumínio, prata, platina etc.) e outros manufaturados como vestuário (lembre-se das Ilhas Maurício e de Botsuana, por exemplo) ou ainda automóveis (África do Sul). Entretanto, o essencial das exportações (mais de 70%) dessa grande região permanece composto de matérias-primas – produtos agrícolas, madeira, minerais (bauxita, ouro, diamantes, urânio, etc) e combustíveis. Inclusive, a exportação de combustíveis, que representa, isoladamente, mais da metade de suas exportações totais, foi a que mais cresceu entre 1985 e 2000 (mais de 75%), o que atesta a importância desse mercado fornecedor diante das disputas energéticas internacionais.

            Embora as Ilhas Maurício e a África do Sul apresentem uma diversificação de suas economias, a maioria dos países africanos permanece especializada  na exportação de uma pauta reduzida de produtos primários, o que contribui para que a África Subsaariana mantenha a tendência de continuar como uma reserva de matérias-primas, como recursos energéticos e produtos agrícolas, e compradora de produtos manufaturados.

            Alguns países africanos subsaarianos, como Nigéria e Angola, no primeiro decênio do século XXI, apresentaram um crescimento econômico muito intenso (acima dos 10% ao ano). Os investimentos estrangeiros na área de exploração de petróleo e de gás natural vêm transformando parte das economias subsaarianas, como, por exemplo, Angola que em 2006 cresceu cerca de 17% ao ano.

            Apesar de a África continuar sendo o continente com a menor participação na captação de recursos externos, há um interesse crescente da China pelo continente. Em 2002, a África tornou-se o 3º maior captador de investimentos diretos chineses, sendo ultrapassada apenas pela Ásia e pela América do Norte. Porém, tal situação beneficia diretamente a China, que tem sido acusada de ressuscitar uma nova etapa do neocolonialismo na África ao utilizar o continente como base de produção e extração de bens primários para a sua atividade industrial, consolidando a divisão internacional do trabalho e da produção.

            A presença da população chinesa na África também tem sido significativa. No decorrer das últimas quatro décadas, o governo de Pequim enviou cerca de 20 mil técnicos agrícolas e especialistas de diversas áreas para o continente. Na atualidade, a migração de chineses para a África é sensível. Apesar dos dados não serem precisos, calcula-se que cerca de 500 mil chineses vivem e trabalham no continente.

 

QUESTÕES

1 – Quais os países que apresentam as taxas mais elevadas de urbanização na África?

2 – Quais fatores contribuem para a transformação econômica de Angola?

3 – Quais fatores vêm impulsionando as bases do crescimento africano?

4 – Explique a situação das exportações dos manufaturados da África Subsaariana.

5 – Quais fatores contribuíram para um crescimento moderado em alguns países?

           

           

 

                 

 

 

 

      



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