PROF. RAIMUNDO - FILOSOFIA - 1ºTAA, 1ºTBB, 2ºTAA, 2ºTBB e 3ºTAA
ATIVIDADES PARA O 1º TAA e 1º TBB
A FILOSOFIA COMO PROCURA DA VERDADE
“Em seu pequeno e brilhante livro Introdução à filosofia, Jaspers insiste na idéia de que a essência da filosofia é procura do saber e não a sua posse. Todavia, ela se trai a si mesma quando degenera em dogmatismo, isto é, um saber posto em fórmula definitivo, completo. Fazer filosofia é estar a caminho; as perguntas em filosofia são mais essenciais que as respostas, e cada resposta transforma-se numa nova pergunta. Há, então, na pesquisa filosófica, uma humildade autêntica que se opõe ao orgulhoso dogmatismo do fanático: o fanático está certo de possuir a verdade. Assim sendo, ele não tem mais necessidade de pesquisar e sucumbe à tentação de impor sua verdade a outrem. Acreditando estar com a verdade, ele não tem mais o cuidado de se tornar verdadeiro; a verdade é seu bem, sua propriedade, enquanto para o filósofo é uma exigência. No caso do fanático, a busca da verdade degradou-se na ilusão da posse de uma certeza. Ele se acredita o proprietário da certeza, ao passo que o filósofo esforça-se por ser peregrino da verdade. A humildade filosófica consiste em dizer que a verdade não pertence mais a mim que a ti, mas que ela está diante de nós. Assim, a consciência filosófica não é uma consciência feliz, satisfeita com a posse de um saber absoluto, nem uma consciência infeliz, presa das torturas de um ceticismo irremediável. Ela é uma consciência inquieta, insatisfeita com o que possui, mas procura de uma verdade para a qual se sente talhada.”
HUSMAN, Denis, VERGEZ, A , A ação 2. ed. São Paulo: Freitas Bastos, 1966 v.1. p.24
QUESTÕES AVALIATIVAS PARA RESPONDER A PARTIR DA LEITURA DO TEXTO E ENTREGAR AO PROFESSOR
1) Por que o filósofo é chamado “peregrino da verdade”?
2) Qual a diferença entre o filósofo e o fanático?
3) Em que consiste uma consciência em constante tensão?
4) Em que sentido um professor fanático é um desastre educacional?
5) Dê um exemplo de fanatismo ideológico, religioso ou político que você conhece
enviar as atividades e duvidas para o e-mail: diretorpmsp.rai@gmail.com>
ATIVIDADES PARA O 2ºTAA e 2ºTBB
Os Sofistas e suas Teorias
O período filosófico grego, que abrangeu todo século V a.C., foi constituído pelos sofistas. Foi mencionado acima que os sofistas foram os primeiros professores pagos. Alguns dos principais sofistas foram Protágoras, Górgias e Pródico.
Era uma cresça tradicional grega que suas cidades tinham recebido suas leis de alguma divindade, protetora da cidade. Acreditavam também que o bom (a felicidade) constituía-se em conformar suas vidas a tais leis, aceitas como divinas e eternas. Os sofistas questionaram e abalaram tal crença.
O termo sofismo deriva da palavra grega “sophos” ou “Sophia”, que quer dizer sabedoria.
A sofística, escola filosófica nascida em Atenas, defendia o “mundo da realidade” e o relativismo do conhecimento, ou seja, a verdade é aquilo que é útil para a tomada e a manutenção do poder e para a ação humana.
Protágoras, o maior dos sofistas, resume essa postura ao afirmar que “o homem é a medida de todas as coisas, das que são enquanto são e das que não são enquanto não são”. Esse pragmatismo, aparentemente nocivo ao saber filosófico, tem a virtude política de defender a sociedade democrática, na qual prevalece a pluralidade de opiniões. De fato, a crença numa verdade absoluta sempre traz consigo a proposta de um Estado autoritário que imponha essa verdade. A democracia ateniense, calcada na ação de todos, impossibilitava a criação de estruturas partidárias elitistas e concentradoras da autoridade. Os sofistas certamente não foram diretamente responsáveis pela democracia ateniense, mas suas contribuições culturas e psicológicas fomentaram-na.
Os sofistas eram relativistas também em termos de valores e princípios. O “bom” é aquilo que satisfaz os instintos e paixões da pessoa. A crença em princípios absolutos e imutáveis baseados num código ético é considerada, pelos sofistas, como sendo um impedimento. Eles acreditavam que tais princípios absolutos e códigos de ética precisavam ser removidos. O “bom” torna-se relativo.
A carreira mais cobiçada na época era a de político. Os sofistas se concentravam em ensinar oratória. Já que acreditavam que a verdade é relativa, os sofistas ensinavam seus alunos o dom da oratória e o uso da retórica para alcançar objetivos ao persuadir outras pessoas. Os sofistas tinham grande conhecimento de quais palavras tinham o poder de entreter, impressionar ou persuadir o público. De fato, os sofistas tinham um grande domínio da linguagem. Eles diziam poder achar argumentos para provar qualquer posição. Os sofistas se orgulhavam de sua habilidade de fazer com que a pior razão parecesse ser a melhor e de “provar” que preto é branco, ou seja, que o falso é verdadeiro. Mas este conceito sofista de valorizar a diversidade de opiniões e formas de se enxergar a realidade foi extremamente importante para o desenvolvimento da democracia, pois foi o que permitiu que opiniões minoritárias e até desagradáveis fossem ouvidas na assembleia de Atenas.
Alguns sofistas, como Górgias, afirmavam que não era necessário possuir qualquer conhecimento sobre algum assunto para poder dar uma resposta satisfatória a respeito dele. Portanto, alguns sofistas respondiam imediatamente a qualquer pergunta, sem considerá-las cuidadosamente. Através de táticas retóricas, os sofistas tentavam confundir seus oponentes; e, se isto não fosse o suficiente, tentavam derrotá-los através de barulho e violência. Os sofistas ensinavam seus alunos a vencer qualquer debate, a enganar; era mais importante ser esperto do que sincero. Os ensinamentos sofistas ignoravam a ética e a justiça e abriam o caminho para todas as formas de enganação.
Tais ideias atraíam os jovens de Atenas, que tanto almejavam cargos políticos. Isto explica o motivo de os sofistas terem sido tão populares. Sofistas como Protágoras eram admirados; eles frequentavam os lares dos mais nobres atenienses.
Em resumo, os ensinamentos dos sofistas eram práticos, não éticos. Focavam e valorizaram a retórica, não a virtude.
O conhecimento que há hoje a respeito dos sofistas advém principalmente dos escritos de seus oponentes, principalmente de Platão e Aristóteles. Portanto, torna-se difícil obter uma visão clara e objetiva a respeito das práticas e crenças dos sofistas.
RESPONDA
1- Quem eram os Sofistas?
2- O que defendiam os sofistas?
3- Cite 2grandes sofistas da Grécia Antiga
4- Fale o que você achou mais interessante em relação aos sofistas a partir da leitura deste texto.
5- Dê o significado da palavra “sofista”.
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ATIVIDADES PARA O 3ºTAA
TEORIAS CONTRATUALISTAS -
FILOSOFIA
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Três grandes pensadores
modernos marcaram a reflexão sobre a questão política: Hobbes, Locke e
Rousseau. Um ponto comum perpassa o pensamento desses três filósofos a
respeito da política: a ideia de que a origem do Estado está no contrato
social. Parte-se do princípio de que o Estado foi constituído a partir de
um contrato firmado entre as pessoas. Aqui entende-se o contrato como um
acordo, consenso, não como um documento registrado em cartório. Além disso,
a preocupação não é estabelecer um momento histórico (data) sobre a origem
do Estado. A ideia é defender que o Estado se originou de um consenso das
pessoas em torno de alguns elementos essenciais para garantir a existência
social. Porém, existem algumas divergências entre eles, que veremos a
seguir:
Hobbes (1588-1679)
acreditava que o contrato foi feito porque o homem é o lobo do próprio
homem. Há no homem um desejo de destruição e de manter o domínio sobre o
seu semelhante (competição constante, estado de guerra). Por isso, torna-se
necessário existir um poder que esteja acima das pessoas individualmente
para que o estado de guerra seja controlado, isto é, para que o instinto
destrutivo do homem seja dominado. Neste sentido, o Estado surge como forma
de controlar os "instintos de lobo" que existem no ser humano e,
assim, garantir a preservação da vida das pessoas. Para que isso aconteça,
é necessário que o soberano tenha amplos poderes sobre os súditos. Os
cidadãos devem transferir o seu poder ao governante, que irá agir como
soberano absoluto a fim de manter a ordem.
Locke (1632-1704) parte
do princípio de que o Estado existe não porque o homem é o lobo do homem,
mas em função da necessidade de existir uma instância acima do julgamento
parcial de cada cidadão, de acordo com os seus interesses. Os cidadãos
livremente escolhem o seu governante, delegando-lhe poder para conduzir o
Estado, a fim de garantir os direitos essenciais expressos no pacto social.
O Estado deve preservar o direito à liberdade e à propriedade privada. As
leis devem ser expressão da vontade da assembleia e não fruto da vontade de
um soberano. Locke é um opositor ferrenho da tirania e do absolutismo,
colocando-se contra toda tese que defenda a idéia de um poder inato dos
governantes, ou seja, de pessoas que já nascem com o poder (por exemplo, a
monarquia).
Rousseau (1712-1778)
considera que o ser humano é essencialmente bom, porém, a sociedade o
corrompe. Ele considera que o povo tem a soberania. Daí, conclui que todo o
poder emana (tem sua origem) do povo e, em seu nome, deve ser exercido. O
governante nada mais é do que o representante do povo, ou seja, recebe uma
delegação para exercer o poder em nome do povo. Rousseau defende que o
Estado se origina de um pacto formado entre os cidadãos livres que
renunciam à sua vontade individual para garantir a realização da vontade
geral. Um tema muito interessante no pensamento político de Rousseau é a
questão da democracia direta e da democracia representativa. A democracia
direta supõe a participação de todo o povo na hora de tomar uma decisão. A
democracia representativa supõe a escolha de pessoas para agirem em nome de
toda a população no processo de gerenciamento das atividades comuns do
Estado.
QUESTÕES
1- Segundo o texto, qual o fundamento teórico da
teoria Contratualista do Estado
Moderno?
2- Segundo Thomas Hobbes, por que surgiu o Estado?
Qual é o princípio de sua teoria política?
3- E para John Locke, qual é finalidade da Lei?
Qual é seu entendimento sobre a organização da sociedade civil?
4- Qual é a teoria de Jeran-Jacques Rousseau sobre
a origem e funcionamento do Estado?
5- Dos três teóricos iluministas acima mencionado,
qual deles se identifica mais com o regime monárquico?
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